Moedas digitais de bancos centrais e o combate à informalidade

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Ediney Jara de Oliveira analisa como as moedas digitais de bancos centrais podem contribuir para o combate à informalidade econômica.

A informalidade ainda representa um dos principais desafios econômicos de muitos países. Atividades fora do sistema formal reduzem arrecadação, limitam políticas públicas e dificultam o crescimento sustentável. Para Ediney Jara de Oliveira, a digitalização do dinheiro cria condições mais favoráveis para ampliar a transparência econômica sem sufocar a atividade produtiva. Edinei Jara de Oliveira complementa que o combate à informalidade passa cada vez mais por soluções tecnológicas integradas ao sistema financeiro.

A adoção de moedas digitais oficiais ocorre em paralelo à expansão dos pagamentos eletrônicos e à diminuição gradual do uso de dinheiro físico.

A relação entre dinheiro físico e informalidade

Historicamente, o dinheiro em espécie esteve fortemente associado à informalidade. Transações em papel-moeda dificultam rastreamento, favorecem evasão fiscal e reduzem a eficácia das políticas econômicas. Segundo Ediney Jara de Oliveira, a dependência do dinheiro físico cria zonas de opacidade na economia, onde o Estado tem pouca capacidade de atuação.

Edinei Jara de Oliveira observa que a digitalização dos pagamentos, especialmente por meio de moedas digitais oficiais, reduz esse espaço ao registrar transações de forma estruturada e segura.

CBDCs como ferramenta de formalização econômica

As moedas digitais de bancos centrais permitem que transações ocorram dentro de um sistema oficial, mesmo sem a intermediação bancária tradicional. Para Ediney Jara de Oliveira, esse ponto é essencial, pois amplia o acesso ao sistema financeiro sem impor barreiras excessivas aos pequenos agentes econômicos.

Na visão de Ediney Jara de Oliveira, as CBDCs surgem como uma ferramenta estratégica para reduzir a informalidade e ampliar a transparência financeira.
Na visão de Ediney Jara de Oliveira, as CBDCs surgem como uma ferramenta estratégica para reduzir a informalidade e ampliar a transparência financeira.

Edinei Jara de Oliveira destaca que trabalhadores autônomos, microempreendedores e pequenos comerciantes podem se beneficiar ao operar com moeda digital oficial, ganhando histórico financeiro, acesso a crédito e maior integração à economia formal.

Ampliação da arrecadação e eficiência do Estado

Outro impacto relevante das CBDCs no combate à informalidade está na arrecadação. Com maior rastreabilidade das transações, governos conseguem mapear melhor a atividade econômica. Segundo Ediney Jara de Oliveira, isso não significa aumento automático de carga tributária, mas maior justiça fiscal e melhor distribuição do esforço arrecadatório.

Edinei Jara de Oliveira acrescenta que a eficiência na arrecadação fortalece políticas públicas, amplia investimentos e reduz a dependência de medidas emergenciais em momentos de crise.

Inclusão financeira como fator central

A informalidade muitas vezes está ligada à exclusão financeira. Pessoas sem acesso a contas bancárias acabam operando à margem do sistema. Para Ediney Jara de Oliveira, as CBDCs atacam esse problema ao permitir participação econômica com ferramentas digitais simples.

Edinei Jara de Oliveira ressalta que a inclusão financeira é condição essencial para que a formalização ocorra de forma sustentável e socialmente aceita.

Desafios e limites do combate digital à informalidade

Apesar do potencial, o uso de moedas digitais oficiais exige cuidado. Educação financeira, acesso à tecnologia e proteção de dados são fatores críticos. Para Ediney Jara de Oliveira, o sucesso das CBDCs depende de confiança e de regras claras.

Edinei Jara de Oliveira conclui que as moedas digitais de bancos centrais não eliminam a informalidade sozinhas, mas representam um passo decisivo para construir uma economia mais transparente, integrada e eficiente.

Autor: Amaury Benoit

Share This Article
Leave a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *