Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha uma transformação importante na forma como os serviços funerários são estruturados e oferecidos às famílias. Embora tecnologia, infraestrutura e gestão sejam fatores cada vez mais relevantes, o atendimento humanizado continua ocupando posição central na percepção de qualidade dos serviços.
A profissionalização do mercado ampliou a compreensão de que eficiência operacional e acolhimento emocional não são objetivos concorrentes. Pelo contrário: quando atuam em conjunto, contribuem para experiências mais respeitosas e adequadas às necessidades das famílias.
O que significa atendimento humanizado na prática?
Muitas pessoas associam atendimento humanizado apenas à cordialidade, mas o conceito é mais amplo. Ele envolve comunicação clara, respeito às particularidades familiares e capacidade de orientar decisões em momentos emocionalmente delicados. Um exemplo prático ocorre quando profissionais conseguem explicar procedimentos burocráticos de forma simples e objetiva, reduzindo dúvidas e inseguranças.
Em situações de luto, informações mal transmitidas podem gerar estresse adicional para os familiares. A qualidade do atendimento está diretamente relacionada à capacidade de oferecer suporte sem aumentar a complexidade do momento vivido.
Por que esse tema ganhou relevância nos últimos anos?
Uma mudança observável é o aumento das expectativas dos consumidores em praticamente todos os setores. Pessoas acostumadas a experiências personalizadas em serviços de saúde, hotelaria e atendimento ao cliente passaram a esperar padrões semelhantes em outras áreas.
No segmento funerário, isso significa valorizar profissionais preparados para lidar com aspectos emocionais, culturais e familiares de maneira respeitosa. Comparado ao passado, quando muitas decisões eram tomadas de forma mais padronizada, existe hoje maior atenção às necessidades específicas de cada família.

Quais erros ainda comprometem a experiência dos usuários?
Um dos equívocos mais recorrentes é priorizar apenas processos administrativos. Embora a eficiência operacional seja indispensável, ela não substitui o acolhimento humano. Outro erro comum ocorre quando informações importantes são comunicadas de maneira excessivamente técnica ou burocrática. Isso pode dificultar a compreensão e aumentar a ansiedade dos familiares.
A consequência concreta é uma percepção negativa do serviço, mesmo quando os procedimentos operacionais foram executados corretamente.
Como a tecnologia pode apoiar o acolhimento?
Existe uma percepção equivocada de que inovação reduz a proximidade humana. Na realidade, ferramentas digitais podem eliminar etapas burocráticas e permitir que as equipes dediquem mais tempo ao atendimento. Agendamentos digitais, documentação eletrônica e sistemas integrados são exemplos de recursos que simplificam processos sem comprometer a qualidade do relacionamento.
Tiago Oliva Schietti acompanha um setor que busca utilizar a tecnologia como instrumento para ampliar eficiência e melhorar a experiência das famílias.
A capacitação profissional faz diferença?
Sem dúvida. O atendimento humanizado depende de treinamento constante e desenvolvimento de competências específicas. Além do conhecimento técnico, profissionais precisam compreender aspectos relacionados à comunicação, empatia e gestão de situações delicadas. Essa preparação contribui para respostas mais adequadas diante das diferentes necessidades apresentadas pelas famílias.
A profissionalização do setor vem ampliando a importância dessas habilidades na formação das equipes.
O futuro aponta para uma combinação entre eficiência e empatia
O mercado funerário tende a continuar evoluindo em direção a modelos mais organizados, tecnológicos e centrados nas pessoas. A capacidade de combinar processos eficientes com atendimento acolhedor deve se tornar um dos principais diferenciais competitivos do setor. Tiago Oliva Schietti atua em um ambiente onde inovação e sensibilidade caminham lado a lado. À medida que a profissionalização avança, cresce também a valorização de serviços capazes de unir excelência operacional e respeito às necessidades humanas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

