Como a inteligência artificial está redesenhando a engenharia de dutos da Liderroll

Diego Velázquez
Diego Velázquez
A inteligência artificial está redesenhando a engenharia de dutos da Liderroll com mais precisão e eficiência. Paulo Roberto Gomes Fernandes explica como a tecnologia aprimora processos.

Paulo Roberto Gomes Fernandes acompanha a ampliação do uso de inteligência artificial nas soluções da Liderroll como um passo de maturidade tecnológica, em que a automação passa a operar integrada às patentes e às metodologias construtivas da empresa. A proposta ganha força por buscar mais previsibilidade, segurança e eficiência operacional, sem tratar a inteligência artificial como um recurso isolado, mas como uma camada que conecta dados, monitoramento e tomada de decisão técnica em tempo real.

O que muda quando a inteligência artificial entra como “camada” de controle?

A incorporação sistemática da inteligência artificial tende a transformar processos que antes dependiam de múltiplas conferências manuais em rotinas com leitura contínua de variáveis. Sensores, câmeras e parâmetros operacionais passam a alimentar modelos capazes de identificar desvios de desempenho, antecipar riscos e sugerir correções ainda durante a execução. Na concepção de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a relevância está menos no “efeito novidade” e mais na capacidade de padronizar etapas críticas, reduzindo variações que costumam afetar produtividade, retrabalho e qualidade final.

Entretanto, a inteligência artificial não opera no vazio, ela se conecta ao repertório acumulado pela Liderroll em lançamentos de dutos, travessias especiais, operações em ambientes confinados e movimentação automatizada de tubos. Quando os algoritmos são treinados com dados de operação e limites técnicos bem definidos, o ganho se materializa em controle fino de processos complexos, com rastreabilidade e maior consistência na execução.

Como a automação inteligente se distribui do recebimento ao lançamento dos tubos?

A lógica de integração ponta a ponta passa pelo encadeamento das atividades, do recebimento e organização dos tubos até o carregamento e o lançamento. Com a inteligência artificial atuando sobre dados de operação, torna-se possível monitorar alinhamento, cadência, desempenho de equipamentos e conformidade de parâmetros, com alertas e ajustes em tempo real. Conforme expõe Paulo Roberto Gomes Fernandes, a diminuição de interferências humanas em momentos críticos pode aumentar a padronização de procedimentos e reduzir riscos associados a decisões tomadas sob pressão.

Por outro lado, a automação inteligente também se relaciona com qualidade técnica, porque o controle mais contínuo favorece a consistência de soldas, alinhamento de tramos e integridade estrutural ao longo do processo construtivo. Quando a variação operacional cai, a previsibilidade de cronogramas tende a aumentar, e a engenharia consegue operar com maior confiança em janelas de execução apertadas. 

Com inteligência artificial, a engenharia de dutos da Liderroll evolui em controle e previsibilidade. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca os ganhos em desempenho.
Com inteligência artificial, a engenharia de dutos da Liderroll evolui em controle e previsibilidade. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca os ganhos em desempenho.

Qual é o peso do reconhecimento internacional quando há patentes e IA no mesmo pacote?

O fortalecimento do portfólio de patentes, com reconhecimento em mercados estratégicos, funciona como um selo de originalidade e consistência técnica. Quando uma solução patenteada incorpora inteligência artificial de forma estruturada, o conjunto passa a ser visto como tecnologia aplicada, e não como experimentação. Sob o entendimento de Paulo Roberto Gomes Fernandes, o reconhecimento internacional impacta a confiança de operadores e parceiros, pois sinaliza aderência a parâmetros formais de propriedade industrial e abre espaço para negociações com exigências contratuais mais rigorosas.

Sendo assim, o valor não se limita ao aspecto jurídico, ele se estende à percepção de confiabilidade em projetos de alta complexidade, nos quais risco operacional, desempenho e segurança pesam na decisão. A inteligência artificial, quando bem integrada, reforça a narrativa de controle, rastreabilidade e previsibilidade, fatores que costumam ser decisivos em ambientes onde paradas, atrasos e retrabalhos têm custos elevados. 

Quais ganhos práticos aparecem em segurança, espaço e adaptação a projetos distintos?

A incorporação da automação e da inteligência artificial produz efeitos concretos na segurança, na organização do espaço e na flexibilidade dos projetos. A maior previsibilidade dos processos racionaliza o canteiro de obras, reduz a necessidade de áreas de manobra e aprimora os fluxos logísticos, permitindo operações mais eficientes em portos, ambientes urbanos e áreas industriais consolidadas. Com isso, a engenharia não apenas amplia a produtividade, mas passa a operar com layouts mais compatíveis com restrições físicas e normativas.

Como observa Paulo Roberto Gomes Fernandes, a otimização do layout e dos fluxos contribui para a redução de pontos de conflito entre etapas e para a mitigação de gargalos típicos de obras com frentes simultâneas. Nesse contexto, a inteligência artificial se insere em um movimento mais amplo de modernização da engenharia de dutos, no qual dados, automação e sistemas de controle avançado sustentam decisões mais rápidas e tecnicamente embasadas, consolidando uma evolução contínua das metodologias construtivas.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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